Justiça manda soltar homem que mantinha 'arsenal de guerra' em loja do DF

Justiça do Distrito Federal mandou soltar um dos dois suspeitos que foram detidos na loja de ferragens do Guará que abrigava cerca de 4 mil balas, cinco pistolas, revólveres, uma máquina para recarregar munição e R$ 40 mil. Na época, a Polícia Militar classificou o material como "arsenal de guerra". O homem estava em prisão preventiva (sem tempo determinado) desde 10 de março.
No entendimento da juíza Delma Ribeiro, da Vara Criminal do Guará, não cabe mais a prisão preventiva porque o suspeito não representa uma ameaça para a sociedade e para o andamento do processo judicial.

Para a magistrada, apesar da grande quantidade apreendida de armas e munição, o crime não foi praticado com grave ameaça ou violência. "O paciente é primário e estão ausentes traços de periculosidade."
"Não é desconhecido que os presídios públicos estão superlotados e que a separação dos presos pela periculosidade torna-se mais difícil. Os magistrados devem ser sensíveis às circunstâncias de cada caso concreto", continuou a juíza.
Como o processo corre em sigilo, não há informações sobre a condição da segunda pessoa presa na operação da Polícia Militar.

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