Funcionários do Museu Nacional, na Quinta da Boavista, reclamam da
dificuldade de acesso às vagas gratuitas a que eles e os alunos da UFRJ
que fazem estágio lá têm direito. Isso porque as cancelas da entrada do
parque ficam fechadas com cadeados, e nem sempre se sabe com quem está a
chave.
— Nem todos têm carro, mas a grande maioria possui.
Sobretudo, os técnicos e os professores. Quando um professor é impedido
de chegar ao seu trabalho, isso prejudica todos, em especial os alunos.
Todo o funcionamento da casa fica afetado — afirma um funcionário do
museu que preferiu não se identificar.
O problema atinge 89
professores e 215 técnicos, além de 500 estudantes da instituição. Os
que vão trabalhar de carro são obrigados a ficar dando voltas em torno
do parque até encontrar um acesso aberto. Na tarde de sábado, um técnico
postou um áudio no grupo de WhatsApp de funcionários do museu relatando
sua dificuldade não para entrar, mas para sair da Quinta da Boa Vista.
—
Fiquei surpreso, chamei o guarda e ele falou que tinha uma ordem para
não deixar carro nenhum transitando dentro da Quinta da Boa Vista —
relatou o funcionário, que foi aconselhado pelo guarda a passar por cima
da calçada.
Responsável pelo trenzinho que circula com a
criançada pela Quinta, Antônio Costa, de 84 anos, teme que as cancelas
trancadas dificultem, inclusive, o socorro feito por ambulâncias ou
pelos bombeiros:
— É necessário colocar ordem na casa, mas não
podem bloquear os acessos e colocar as chaves nas mãos de pessoas que a
gente sequer tem o conhecimento de quem são. Isso pode prejudicar até um
socorro de emergência.
Necessidade de aumento do efetivo da GM
Os
funcionários e alunos utilizam as cerca de 40 vagas que ficam na frente
do museu e outras 20 de um estacionamento fechado, ao lado deste
prédio, também destinada a eles. Para ter acesso a tais vagas, é
necessário estar previamente identificado. Já o público só tem como
opção as vagas do estacionamento privado, que custam R$ 10 em dias de
semana e R$ 20 aos sábados e domingos, para carros de passeios e
motocicletas.
A Fundação Parques e Jardins informa que foi
realizada, na última semana, uma reunião com a participação de
representantes do Parque, do Museu e do Zoológico para tratar da
necessidade de manter todos os acessos ao parque abertos, principalmente
a entrada que dá para a estação do metrô de São Cristóvão. Na ocasião,
ficou acertado que estes órgãos enviariam à direção da Quinta um
documento solicitando o aumento do efetivo da Guarda Municipal (GM) no
local, pois o quantitativo atual não sustenta a manutenção de todos os
acessos, ficando somente um aberto. Após análise da GM, será
providenciado um novo encontro para discutir novas tentativas para
solucionar o problema.
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