A cada retorno do Fluminense ao Maracanã, a esperança se renova.
Entre a torcida, de que o palco ajude o time a ter bons resultados.
Entre a diretoria, de que os prejuízos por jogar no estádio acabem.
Neste domingo, quando o árbitro iniciar a partida contra o Nova Iguaçu,
às 19h30, todas estas expectativas voltarão à tona.
O Maracanã
virou sinônimo de prejuízo não apenas para o Tricolor, mas para todos os
times do Rio. No caso do Fluminense, esta relação se traduz em números.
Em 2017, foram 23 jogos no estádio em competições nacionais. O prejuízo
com bilheteria foi de cerca de R$ 3 milhões. O lucro com os jogos da
Sul-Americana (a Conmebol não divulga os borderôs) reduziram o estrago.
Mas não o suficiente para tirar a conta do vermelho.
Este ano, o
time só disputou uma partida no Maracanã — o clássico contra o Botafogo.
Se o placar não saiu do zero, o resultado financeiro foi negativo. Cada
um dos clubes amargou prejuízo de R$ 145.041 com bilheteria.
O
que puxa a expectativa por uma reviravolta desta vez é o acordo
costurado com o complexo Maracanã S.A. Para reduzir os custos de
operação do estádio, que superava os R$ 400 mil, as duas partes
conseguiram uma forma de abrir somente os setores inferiores. Com isso, é
possível reduzir este valor em mais de R$ 200 mil.
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O resultado
dentro das quatro linhas também é cercado por expectativa. O Fluminense
tem um retrospecto positivo no Maracanã pós-reforma para a Copa. O
aproveitamento é de 57% dos pontos disputados. Uma vitória hoje pode
garantir o time nas semifinais da Taça Rio e, até mesmo, na fase
decisiva do Estadual. O técnico Abel Braga já indicou que escalará uma
equipe formada por reservas.
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